BIOGRAFIA DE SÃO SEBASTIÃO
   

São Sebastião por VFS

A capela de São Sebastião, do sítio do Barro Branco, localizada à Av. Água Fria, esquina com a Av. Nova Cantareira, na Zona Norte de São Paulo foi construída por volta de 1872.

Hoje em ruínas, seu tombamento foi realizado pelo CONPRESP, órgão de preservação do Patrimônio Histórico do Município de São Paulo, em 2003.

Essa área serviu, no passado, como pouso para os tropeiros que demandavam o sertão das Minas Gerais. Sua história está ligada à Guerra do Paraguai, às Revoluções de 1930 e 1932 e pode remontar à Fundação da Vila de Piratininga por Martim Afonso de Souza, em 1532.

 

São Sebastião nasceu no final do século III, em Narvonne, na França. Seus pais mudaram-se para Milão quando era pequeno, e lá ele cresceu e foi educado. A exemplo da mãe, desde garoto mostrou-se forte e piedoso na fé. Quando adulto, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração.

Sua figura imponente, brava e prudente agradou ao Imperador, que o nomeou comandante de sua guarda pessoal. Nessa posição de destaque, Sebastião tornou-se um grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma na época. Visitava com frequência as vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os canditados ao martírio na terra, que receberiam a coroa de glória no céu.

Enquanto o Imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião defendeu-se com firmeza, mostrando os motivos que o animavam a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.

O Imperador, com raiva, perante os argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Esta, foi imediatamente cumprida: em um descampado, os soldados despiram-no, o amarrarando a um tronco de árvore. Ali, atiraram nele uma chuva de flechas e depois o abandonaram para que sangrasse até a morte.

À noite, a esposa do mártir Castulo, Irene, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar do local seu corpo e dar-lhe sepultura. Assustadas, comprovaram que Sebastião ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas.

Passado um tempo, já recuperado, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado.

Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma.

Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje.

Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia simplesmente desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais desse mártir, que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra. As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após atos públicos suplicando a intercessão deste grande santo. São Sebastião é também muito venerado em todo o Brasil, onde muitas cidades o tem como padroeiro, entre elas, o Rio de Janeiro.


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