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Minas
registra recorde de interessados no ICMS cultural
Um
número recorde e inesperado de municípios apresentou documentação
para habilitação junto ao Instituto Estadual no Patrimônio
Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), com o intuito
de receber o repasse da Lei Robin Hood (ICMS Cultural). Até 15
de abril deste ano, 566 municípios apresentaram documentação,
mais do que o número de municípios que se habilitaram ao
longo de toda a história do ICMS Cultural em seus nove anos de
existência: 557. Outro dado relevante é que deste total de
566 municípios interessados no repasse do imposto, 113 nunca haviam
procurado obter recursos. O ICMS Cultural completa dez anos de existência
em dezembro deste ano. De acordo com o presidente do Iepha, Octávio
Elísio Alves de Brito, o grande crescimento no número de
municípios mineiros por meio da internet.
O site apresenta documentos, modelos e esclarecimentos que orientam as
prefeituras interessadas em obter o repasse do ICMS. Outro ponto positivo
é a melhoria no atendimento, tanto por telefone quanto pessoal,
dado pelo Instituto. De dezembro de 2004 a abril deste ano, foram atendidos
cerca de 200 municípios por mês.
PRESERVAÇÃO E INFORMAÇÃO - Seguindo a legislação,
a metodologia e os critérios adotados pelo Iepha, os municípios
mineiros estão implantando, de maneira gradual, uma política
de preservação do patrimônio cultural adequada às
características de cada comunidade, além de compartilhar
com o Estado e a União a responsabilidade pela proteção
de nosso acervo. O Iepha passou, assim, a atuar, de fato, em todo o Estado
- alcance inimaginável até 1995 - divulgando experiências
e orientando ações de preservação. Atualmente,
existem mais de 400 conselhos do patrimônio cultural em funcionamento
nos municípios mineiros, seguindo a metodologia adotada pelo instituto.
O Iepha dispõe de informações históricas e
arquitetônicas, fotografias e plantas sobre mais de dois mil bens
tombados pelos municípios, e de mais de cinco mil fichas de bens
culturais inventariados no nível municipal. De acordo com o presidente
do Instituto, "esse processo de criação e operação
das estruturas municipais de proteção do patrimônio
tem efeito multiplicador e permite a preservação do rico
acervo cultural do Estado - um dos maiores e mais importantes do Brasil
- constituindo-se, ao mesmo tempo, em estímulo financeiro aos municípios".
REPASSE - A Constituição Federal determina que 75% do Imposto
sobre a Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS)
dos estados devem ser repassados aos municípios, de acordo com
o volume de arrecadação e que 25% devem ser repassados conforme
a regulamentação dada por lei que estabeleceu a redistribuição
do ICMS por meio de novos critérios: a população,
a área territorial e a receita própria de cada município,
e os investimentos em educação, saúde, agricultura,
preservação do meio ambiente e do patrimônio cultural.
No caso da variável Patrimônio Cultural, coube ao Iepha a
elaboração e implementação dos critérios
para o repasse de recursos do ICMS aos municípios. A tabela de
pontuação define como critérios básicos as
ações e políticas culturais, entre elas o tombamento
nas categorias núcleos históricos, conjuntos paisagísticos,
bens imóveis, nos níveis federal, estadual e municipal.
E, desde o início do processo, o Iepha presta assessoria aos municípios
mineiros, visando atingir atuação abrangente e descentralizada
na prática da preservação do patrimônio cultural
do Estado.
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